quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Nacional

Câmara aprova em comissão alteração do Marco Legal das Startups para priorizar inclusão, saúde pública e Amazônia

Audiência Pública - Questões diversas relacionadas ao trabalho plataformizado. Dep. Daniel Agrobom (PL-GO)
<span class="materia__legenda-imagem">Deputado Daniel Agrobom, relator da proposta</span> - <span class="materia__creditos-imagem">Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados</span>

Comissão da Câmara aprova proposta que altera o Marco Legal das Startups para priorizar iniciativas voltadas à inclusão, saúde pública e à Amazônia.

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar PLP 124/24, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO). A proposta altera o Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/21) para estimular empresas de tecnologia e inovação voltadas à inclusão de pessoas com deficiência, autistas e neurodivergentes, ao fortalecimento da saúde pública e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

“O incentivo ao desenvolvimento de tecnologias assistivas amplia a autonomia desse público e favorece sua participação plena na sociedade. Da mesma forma, a inovação em saúde pública e a valorização da bioeconomia amazônica alinham eficiência administrativa e desenvolvimento sustentável”, destacou o relator.

Áreas beneficiadas

O texto insere novas diretrizes na legislação para priorizar iniciativas em três frentes principais. Em inclusão e acessibilidade, prevê o desenvolvimento de tecnologias assistivas para pessoas com deficiência (PCDs), com transtorno do espectro autista ou com outras condições neurodivergentes.

Na área de saúde pública, o projeto inclui soluções digitais para gestão hospitalar, ampliação da telemedicina, uso de prontuário eletrônico e otimização do atendimento na atenção básica.

Para a região amazônica, o foco é apoiar projetos de bioeconomia, conservação da biodiversidade, sustentabilidade ambiental e melhoria das condições de vida das populações locais.

Prioridade em fomento e regulação

O relator fez ajustes no texto original para evitar questionamentos de ordem orçamentária e constitucional. Em vez de criar incentivos fiscais diretos ou linhas de crédito específicas, o substitutivo determina que startups atuantes nessas áreas terão tratamento prioritário no acesso a instrumentos públicos de fomento à inovação, apoio técnico e programas de incentivo ao empreendedorismo.

A proposta também autoriza a administração pública a criar programas dentro do sandbox regulatório para testar e validar soluções com maior agilidade e segurança. O parecer retirou a exigência de um prazo fixo de 90 dias para regulamentação pelo Poder Executivo.

Próximos passos

A matéria segue para apreciação do Plenário e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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