O transporte de alimentos, estudantes, pacientes e insumos médicos está entre os usos previstos para os terminais flutuantes anunciados pelo Governo do Amazonas. As estruturas serão instaladas em comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas do interior, onde os deslocamentos dependem dos rios.
O projeto prevê 50 terminais até o fim deste ano, com investimento informado de R$ 54,8 milhões. De acordo com o governo, 20 unidades já foram construídas e estão prontas para entrega. A execução está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).
Estruturas acompanham o nível das águas
As plataformas foram projetadas para acompanhar a variação do nível dos rios nos períodos de cheia e vazante. A proposta é oferecer abrigo e melhorar as condições de embarque e desembarque de passageiros e cargas ao longo do ciclo de mudanças das águas.
O governador Roberto Cidade afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que os terminais serão entregues ainda neste ano. Segundo ele, a iniciativa também deve contribuir para o deslocamento dos moradores e para o escoamento da produção rural.
Uso em escolas e serviços de saúde
Na área de transporte escolar, o projeto inclui plataformas integradas aos pontos de atracação. Com isso, os estudantes poderão acessar diretamente as embarcações e contar com um espaço de abrigo durante a espera. Conforme a divulgação do Governo do Amazonas, em locais sem estrutura adequada o embarque pode ocorrer por passarelas improvisadas com tábuas de madeira ou exigir que os alunos entrem na água.
Os terminais também foram planejados para auxiliar o embarque e o desembarque de pacientes, inclusive pessoas com mobilidade reduzida. A estrutura deverá apoiar ainda o transporte de insumos médicos e o acesso a embarcações usadas em atendimentos, consultas e ações de vacinação nas comunidades.
Movimentação da produção
Para os produtores rurais, os equipamentos funcionarão como pontos de apoio ao transporte e à comercialização de alimentos. Segundo o governo, grande parte da produção das comunidades é escoada pelos rios, e as condições de acesso às embarcações interferem na movimentação de cargas e no acesso aos mercados.
A divulgação estadual informa a quantidade de terminais, o investimento previsto e as aplicações planejadas, mas não detalha quais comunidades receberão cada unidade nem apresenta um cronograma individual de entrega. Também não foram informados, na apresentação do projeto, os resultados já obtidos pelas 20 estruturas prontas.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom








