domingo, 1 de novembro de 2026
Cidades

Monitoramento identifica cinco níveis de qualidade do ar durante estiagem no Amazonas

Parintins teve a pior classificação, enquanto 47 municípios estão em emergência e 15 permanecem em alerta; operação estadual também distribuiu alimentos e equipamentos.
Monitoramento identifica cinco níveis de qualidade do ar durante estiagem no Amazonas
Foto: Divulgação/Secom

O monitoramento realizado na manhã de sexta-feira (30/10) identificou cinco níveis de qualidade do ar entre os municípios do Amazonas, de “boa” a “péssima”. Parintins apresentou a pior classificação, enquanto 11 cidades registraram condição considerada boa, segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado.

Classificação do ar

Além de Parintins, classificada como “péssima”, Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã tiveram qualidade do ar “muito ruim”. A categoria “ruim” foi atribuída a Autazes, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Manaus, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Silves e Urucurituba.

Outros 22 municípios apareceram na faixa “moderada”, entre eles Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Borba, Carauari, Humaitá, Manicoré, Tabatinga e Tefé. Na classificação “boa” ficaram Anamã, Atalaia do Norte, Beruri, Canutama, Coari, Eirunepé, Guajará, Lábrea, Maraã, São Gabriel da Cachoeira e Urucará.

Situação dos municípios

De acordo com a Defesa Civil, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. O estado tem 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta. Manaus está entre as cidades classificadas em alerta, enquanto Parintins integra a relação de municípios em emergência.

O boletim informa que a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. Em 27 de outubro, Anamã e Rio Preto da Eva receberam mais de 13 toneladas de alimentos. Juntos, os municípios devem receber 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água de 500 litros.

Ao todo, a operação reúne 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. O Governo do Amazonas informou que a continuidade das ações dependerá do monitoramento das condições hidrológicas e das demandas dos municípios.

Combate aos incêndios

As ações de resposta também envolvem cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, com apoio de 18 aeronaves. Desse total, 16 são do Governo Federal e duas do Governo do Amazonas. O estado informou ainda a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé.

Entre 1º de junho e 29 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.390 focos. Foram registrados 4.748 focos na capital e 19.642 no interior.

A fiscalização inclui a Operação Tamoiotatá, em 13 municípios, a Amazonas+Verde, em 33 cidades, e a Operação Alerta Fogo, que utiliza drones e viaturas com internet via Starlink para verificar o uso ilegal do fogo. O boletim também cita o monitoramento de focos de calor por imagens de satélite e atividades de educação ambiental que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom