Um sistema de controle de temperatura desenvolvido por quatro alunas da Escola Estadual Belarmino Marreiro, em Manaus, é usado em uma estufa microbiológica criada para apoiar a análise da água consumida no ambiente escolar. O equipamento foi construído no Laboratório Maker da unidade, no bairro Novo Aleixo, zona norte da capital.
Protótipo passou por diferentes versões
A proposta surgiu quando as estudantes buscaram uma forma de investigar a qualidade da água utilizada na escola. Para cultivar microrganismos em placas de Petri, elas identificaram a necessidade de manter as amostras em uma faixa específica de temperatura.
A primeira versão da estufa foi montada com uma caixa de papelão revestida com papel-alumínio. O protótipo recebeu sensores, uma placa Arduino e uma lâmpada para aquecimento. Programado para operar entre 36°C e 37°C, o sistema aciona ou desliga automaticamente a lâmpada quando detecta alteração na temperatura.
Depois dos primeiros testes, a equipe passou a trabalhar em uma estrutura de isopor para melhorar o isolamento térmico. As estudantes também planejam construir uma versão definitiva em MDF. Segundo o Governo do Amazonas, a solução poderá ser utilizada em investigações microbiológicas de objetos e diferentes amostras, além da análise da água.
Projeto também prevê material para outras escolas
As alunas planejam produzir um e-book com orientações para que outras unidades de ensino possam construir estufas de baixo custo e usar o equipamento em análises de diferentes amostras. A proposta é apresentada como uma alternativa acessível e replicável no ambiente escolar.
Integram a equipe Leticia Danielle Ferreira, Nicole Cristina Rodrigues, Sophia Nobre Monteiro e Yara da Silva dos Santos. O trabalho tem orientação da professora Suzely Nobre, com contribuição da professora Andreza Silveira.
Reconhecimento em competições científicas
De acordo com a divulgação do Governo do Amazonas, o projeto foi campeão da região Norte na Olimpíada Científica de Integração Nacional (Ocina) e na Olimpíada Nortista de Geociências (ONGeo 2026). A equipe também ficou entre as semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung.
A professora Suzely da Silva Nobre afirmou que, após o desempenho da equipe, a escola passou a reunir seis grupos de estudantes participantes de olimpíadas científicas. A Sala Maker integra tecnologia, robótica, marcenaria e ciências ao currículo da unidade.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escola








