quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Cidades

Operação Mulher Segura articula atendimento a vítimas em oito municípios do Amazonas

Ação lançada em Manacapuru reúne policiamento especializado, capacitação de policiais e apoio da Ronda Maria da Penha entre 3 e 11 de novembro.
Operação Mulher Segura articula atendimento a vítimas em oito municípios do Amazonas
Foto: Victor Levy/SSP-AM

A segunda edição da Operação Mulher Segura prevê a integração entre forças de segurança, sistema de Justiça e rede de proteção social para atender mulheres vítimas de violência em oito municípios do Amazonas. A iniciativa foi lançada nesta terça-feira (03/11), em Manacapuru, e será realizada até 11 de novembro.

Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), por meio da Polícia Militar (PMAM), a operação terá 23 policiais militares das unidades operacionais do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Manacapuru. As atividades também serão desenvolvidas em Autazes, Manaquiri, Anamã, Novo Airão, Beruri, Anori e Caapiranga.

Atuação integrada

Com apoio da equipe da Ronda Maria da Penha de Manaus, o efetivo participará de ações de policiamento especializado e de prevenção e combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. A operação também tem entre os objetivos proteger as vítimas, responsabilizar agressores e ampliar o atendimento especializado.

Outra frente da iniciativa será a capacitação dos policiais militares para o atendimento de ocorrências e o acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica. Segundo a SSP-AM, a formação abordará a legislação, a rede de proteção e o encaminhamento das vítimas aos serviços especializados.

Acompanhamento em Manacapuru

Durante o lançamento, o secretário executivo adjunto da SSP-AM, Luiz Felipe Balieiro, informou que cerca de 300 mulheres são acompanhadas pela Ronda Maria da Penha em Manacapuru por meio de medidas protetivas. De acordo com ele, não houve feminicídio entre as mulheres acompanhadas ao longo de sete anos.

Balieiro também mencionou o uso de viaturas e embarcações no trabalho da equipe, especialmente no atendimento às comunidades ribeirinhas. A comandante da Ronda Maria da Penha, major Clésia Franciane de Oliveira, afirmou que a capacitação deve ampliar o acesso de mulheres do interior, ribeirinhas e de comunidades indígenas aos serviços especializados e aos seus direitos.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Victor Levy/SSP-AM