sábado, 31 de outubro de 2026
Cidades

Manaquiri registra multa de R$ 1,14 milhão por uso irregular do fogo durante operação ambiental

Penalidade foi aplicada sobre cerca de 76 hectares de área agropastoril na 13ª etapa da Tamoiotatá 6, que também fiscalizou outros cinco municípios do Amazonas.
Manaquiri registra multa de R$ 1,14 milhão por uso irregular do fogo durante operação ambiental
Foto: Divulgação/Ipaam

Uma multa de R$ 1,14 milhão foi aplicada em Manaquiri por uso irregular do fogo em aproximadamente 76 hectares de área agropastoril durante a 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6. A ação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) ocorreu entre os dias 9 e 28 de outubro em seis municípios do estado.

O balanço consolidado pelo Ipaam informa que Manaquiri teve quatro autos de infração, com valor total de R$ 1,2 milhão. Também foram emitidos quatro termos de embargo e interdição, que alcançaram 126,48 hectares. Além do uso do fogo, as equipes identificaram supressão de vegetação nativa sem autorização.

Resultado geral da etapa

A fiscalização passou ainda por Careiro, Careiro da Várzea, Borba, Beruri e Autazes. Ao todo, foram lavrados 56 autos de infração e 38 termos de embargo e interdição. As multas somaram R$ 8.547.100, enquanto a área embargada chegou a 916,03 hectares.

Entre as irregularidades apontadas pelo órgão estão desmatamento sem autorização, uso ilegal do fogo, danos à vegetação nativa, atividades sem licença ambiental e descumprimento de embargos anteriores. A etapa foi realizada durante a vigência do Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, que proíbe o uso do fogo por 120 dias no Amazonas.

Autuações nos municípios

Borba concentrou o maior valor em multas, com R$ 3,5 milhões distribuídos em 12 autos de infração. No município, um termo de embargo e interdição atingiu 136,56 hectares. Em Careiro, foram registrados 23 autos, que somaram R$ 1,7 milhão, além de 28 termos de embargo referentes a 595,24 hectares.

Beruri teve cinco autos de infração, no total de R$ 1 milhão. As ocorrências envolveram uso irregular do fogo, supressão de vegetação nativa, funcionamento de atividade sem licença ambiental e descumprimento de embargo anterior. Em Careiro da Várzea, dez autos somaram R$ 927,5 mil, e quatro termos de embargo alcançaram 55,55 hectares.

Já em Autazes, foram emitidos dois autos, com R$ 40 mil em multas, e um termo de embargo relativo a 2,19 hectares. As irregularidades envolveram uso irregular do fogo e destruição de vegetação nativa sem autorização.

Fiscalização e medidas administrativas

Segundo o Governo do Amazonas, os fiscais usaram imagens de satélite, geoprocessamento, dados do Cadastro Ambiental Rural, mapas de navegação, drones, alertas do Programa Brasil MAIS e informações de sensoriamento remoto do Censipam para direcionar as ações. As viaturas também contaram com internet via satélite em locais com pouca cobertura de telefonia.

O embargo restringe atividades capazes de ampliar danos ambientais ou impede a continuidade de uma prática irregular. A medida não representa perda da propriedade. Para solicitar o levantamento, o responsável deve cumprir exigências de regularização, cuja avaliação cabe à autoridade competente.

As fiscalizações da Operação Tamoiotatá 6 estão previstas até dezembro de 2026. A divulgação informa os valores das multas aplicadas e as áreas embargadas, mas não detalha eventual pagamento das penalidades nem o prazo para regularização dos responsáveis.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Ipaam