ELEIÇÕES 2026
Direita que enxerga além do umbigo agora teme ter comemorado invasão da Venezuela
A direita com algum conhecimento de história, geopolítica e mesmo discernimento entre soberania e ditadura está com pé atrás diante da ação do governo Donald Trump: invadir e bombardear a Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro. Nesse momento, os mais empolgados, sobretudo bolsonaristas, comemoram a ação militar e ligam Maduro a Lula como forma de desgastar o petista no ano eleitoral. Por outro lado, como Trump demonstrou tão somente interesse em controlar as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo, e não em implantar a democracia, o temor desses líderes da direita, com leitura política além do umbigo, é de que o tiro saia pela culatra: ou seja, que a situação econômica na Venezuela piore nos próximo meses. Trump extraiu Maduro, com ele mesmo definiu, mas manteve intacta a estrutura ditatorial do chavismo, tanto que apoia a nova presidente, vice de Maduro, Delcy Rodriguez, expoente da ala radical do regime político vigente há décadas.
REPRESSÃO – Nas ruas, os venezuelanos não puderam, e nem podem, comemorar a queda de Maduro. Quem ousar é preso pelo regime autoritário. Saiu Maduro, mas o chavismo segue no comando da Venezuela.
Estados Unidos têm histórico de intervenções militares mal-sucedidas
O histórico de intervenções militares norte-americanas está repleto de ações mal-sucedidas no pós-intervenção. No Iraque, bombardearam, ocuparam o País com dezenas de milhares de soldados e caçaram implacavelmente o então ditador Saddam Hussein. A brutal intervenção teve como pretexto que o governo de Saddam detinha armas de destruição em massa e que era preciso democratizar o país. Saddam foi executado e o alegado arsenal nunca apareceu. No decorrer de 13 anos, o Iraque entrou em guerra civil que perdura até hoje. Décadas antes, o mesmo Saddam foi apoiado pelos Estados Unidos, inclusive com envio de armas, para se manter no poder na disputa com o Irã pelo controle da geopolítica do Oriente Médio. Na Líbia, a intervenção norte-americana, no Governo Barack Obama, que culminou com a morte do ditador Muamar Kadafi, também foi seguida por uma guerra civil.
ONU condena ação dos EUA. “Violaram direito internacional”
A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a invasão da Venezuela pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a captura do ditador Nicolás Maduro. Segundo pronunciamento da porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, os Estados Unidos violaram princípio fundamental do direito internacional com a ação militar. A ONU pediu respeito à independência política dos países. “Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, destacou a porta-voz.
RESPOSTA – O comunicado foi feito na manhã desta terça-feira (6/1), dia seguinte à reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que tratou da invasão na Venezuela, ocorrida na madrugada de sábado (3/1). Na noite do mesmo dia, Maduro já estava em Nova York, nos Estados Unidos, onde é denunciado por narcotráfico e deverá ser julgado.
Bolsonaristas condenam ditadura, mas aprovam invasão militar de um país
O bolsonarismo está comemorando a queda do ditador Nicolás Maduro, mas não consegue condenar a invasão da Venezuela por um outro país, neste caso os Estados Unidos. Potenciais candidatos à presidência da República nas eleições de outubro foram grandes propagandistas da ação intervencionista de Donald Trump Como políticos que almejam comandar o País apoiam intervenções militares? Como podem apoiar a troca do respeito às convenções internacionais pela lei do mais forte, algo que o mundo tinha deixado para trás após a Segunda Guerra Mundial? O bolsonarismo estaria caindo no mesmo erro, quando recentemente apoiou às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos à economia brasileira?
ELEIÇÕES 2026
“Parece que Manaus está ficando pequena para o senhor”
Em discurso na inauguração de unidade de saúde de grande porte em Manaus, o vereador Eduardo Assis soltou instigante frase sobre o aliado, o prefeito David Almeida: “parece que Manaus está ficando pequena para o senhor”, disse o parlamentar após destacar realizações da gestão sob o comando de David. No atual contexto da política amazonense, o vereador sugeriu que após sucesso na gestão municipal, David deva buscar um projeto político maior, como o de governador do Estado. Eduardo Assis é vereador do Avante, partido presidido pelo prefeito no Amazonas.
CONTEXTO – No processo eleitoral de 2026, David está no centro dos debates sobre potenciais candidatos a governador: se na campanha deste ano ele atuará como cabo eleitoral ou se o próprio disputará o cargo majoritário.
Na primeira segunda-feira de 2026, Tadeu de Souza relança desafio
O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, voltou a falar que tem plano e estratégia para governar o Estado caso o titular do cargo, Wilson Lima, deixe o posto logo mais, até 4 de abril, para disputar as eleições deste ano. “Eu não quero reinventar a roda. O que eu quero, e sempre falo, é que, em nove meses, é o tempo suficiente pra gente fazer um plano, de fazer uma demonstração de que é possível, com planejamento, com estratégia, com método, a gente entrar num novo ciclo de eficiência da gestão pública. É possível”.
BUSCA DE APOIO – No vídeo publicado nas redes sociais, na primeira segunda-feira (5/1) do novo ano, o vice-governador do Amazonas também instiga os seguidores a fazerem parte do desafio que ele propõe: fazer muito em pouco tempo.
Deputado-secretário anuncia novo espaço de atendimento assistencial
Candidato à reeleição, o deputado federal Saullo Vianna, licenciado do cargo para comandar a secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Manaus desde janeiro de 2025, anunciou mais uma entrega; o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Mutirão, na Zona Norte de Manaus, completamente reconstruído. A nova estrutura, informa Saullo, será reinaugurada ainda neste mês de janeiro, com capacidade para atender até 22 mil famílias, moradoras de diversos bairros da região.
ACESSIBILIDADE – Além da reestruturação do antigo prédio, o espaço passa a contar com banheiros adaptados para pessoas com deficiência, rampas com corrimão e guarda-corpo, tornando o atendimento no local acessível a todos. “Assistência social precisa funcionar com dignidade e qualidade”, destaca Saullo Vianna.
AMEAÇA AOS USUÁRIOS
ANS intervém no plano de saúde Unimed Manaus, à beira da falência
Mais um capítulo na derrocada da Unimed Manaus, plano de saúde que já foi o maior do Amazonas e hoje beira a falência. Desde o dia 19 de dezembro, o planos de saúde está sob intervenção da Agência Nacional de Saúde (ANS), órgão regulador do setor no País ligado ao Ministério da Saúde. Segundo matéria do Portal BNC Amazonas, parceiro da COLUNA DO CRISTO, o processo administrativo aberto pela ANS contra a Unimed Manaus detectou “anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves”. Na avaliação do colegiado na agência reguladora, as anormalidades “colocam em risco a continuidade ou a qualidade do atendimento à saúde dos beneficiários”. Para mais informações sobre o caso, acesse bncamazonas.com.br.
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PERGUNTAR NÃO OFENDE
A Venezuela foi libertada de Nicolás Maduro e adquirida por Donald Trump?
FRASE DO DIA
“Isso envia um sinal de que poderosos podem fazer o que quiserem”
RAVINA SHAMDASANI, PORTA-VOZ DA ONU
(Em comunicado nesta terça-feira, sobre a intervenção militar do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, na Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro)
